E se você lembrasse do meu maior medo? Foi uma única frase dita, em tempos que alegria era minha filosofia de vida..E se a promessa em relação a esse medo fosse cumprida?
E se você estivesse com a minha mente? E se eu não fosse tudo o que eu sou?
Vamos agir diferente?
Não..o de sempre é o esperado. Vou continuar aqui e minha mente ali. O meu medo se concretizou, o vento é congelante e seu olhar não tem mais coragem.
E resta o aperto, não dos braços, mas da agonia.
Levaria muito tempo pra não querer viver assim, mas fui alertada que este seria o caminho. Uma estrada silenciosa, nublada, cheias de flores e espinhos.
Você tem um pacote vazio e eu uma caneca cheia. Então estarei sentada na esquina da minha vida, vendo a minha menina fugir e correr do que se espelhou. Ela não gosta de bicho papão, e ela foge do seu reflexo. A caneca se esvazia, mas o que esta la dentro ainda a preenche. É denso demais, viscoso, que nem um pulsar faz circular por suas artérias. Se estagna no órgão vital.
A menina se foi, sobrou a mulher que se fez assim, por opção dela. Não há mais a palavra, nem o calor. Não há o ombro, nem a mão estendida. Não há mais o gosto da lágrima salina, nem do meu.
Mais eu ainda tenho o voto da felicidade, da paz e da esperança.
Até daqui a 15 anos...
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