terça-feira, 20 de julho de 2010

Como gosto do amargo, tiro ,do ser que tanto esperou e buscou, a esperança de outro dia. Não julgues tanto quando se é posto em posição tal a que já pertenceu. O amargo é frio, rasgante, mas se faz suficiente para a caminhada que já não possui mais estrada ou viajante.
O que esperar quando não há? De todos os gosto experimentados, o da traição foi, mas hoje já não se faz mais presente. E não há mais próximo passo, outra palavra, nova melodia. Só há folhas envelhecidas e músicas ruídas pelo tempo. Mas ainda sim, é bom voltar a este pretérito e lembrar do gosto do mel.
Aproveite o veneno, que é destilado docemente, enquanto sua mente se imersa na ira e na ambiguidade dessas palavras. Será este o sabor restante? Como já dito não há mais o que seja presente, mas ainda há o que real, que tantas vezes fora jurado. Experimentando outros gostos ou não, ainda há o que sempre será pedido, o que não é silenciado. Então a memória é o meu veneno que diariamente tomo e que me faz ter vida e morte alinhadas.
E se não gostou deste amargo sabor, eu confesso que compreendo e muito. Mas passa, dolorosamente passa.


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