Hoje, as palavras já ditas, escritas ao longo da minha vida, se manterão no meu diário, que fica guardado numa pequena caixinha, dentro de um armário, no interior do órgão pulsante no meu tórax. Guardo-as como guardo a sensação do vento, como guardo o calor do Sol, como guardo a sensação de degustar um doce gostoso. Nada disso me pertenceu, mas sempre esteve ao meu redor.
E hoje não penso em escrever as mesmas palavras, nem pretendo ouvi-las ou ler as mesmas. Novas linhas são escritas, novos capítulos são editados, mas nunca é esquecido que para se chegar ao epílogo, o prólogo fora escrito antes, então no final, todas as palavras são importantes, as que foram escritas, as que estão sendo e as que serão, talvez nem sempre editadas pelo mesmo escritor, mas o texto final será o motivo de suas linhas.
''Palavras, apenas, palavras pequenas..palavras...ao vento..''
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